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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Uma Viagem à Buenos Aires - Por João Guirau e Joana Benevides - Por Onde Fui

E no Por Onde Fui temos João Marcos Guirau e Joana Benevides contando como foi a passagem deles pela capital da Argentina, Buenos Aires. Mande você também seu texto para o Por Onde Fui!

Por João Marcos Guirau e Joana Benevides

Uma Viagem à Buenos Aires

Depois de mais de três anos de namoro, eu e minha namorada resolvemos viajar sozinhos pela primeira vez. A principio iriamos passar um final de semana em Campos do Jordão (interior de São Paulo), mas, quando vimos os preços e comparamos com outros destinos acabamos escolhendo Buenos Aires como nosso destino!

Primeiro Dia

Saímos de São Paulo num vôo da companhia Qatar as 18hs com destino a Buenos Aires. O voo foi super tranquilo em uma aeronave nova.
Nossos únicos comentários são em relação a comida que é preparada conforme os costumes islâmicos e, por isso, acaba no parecendo um pouco estranha. Além disso, achamos estranho o fato de que quase nenhum tripulante falava português.

Após desembarcar – e passar por toda aquela burocracia comum nos aeroportos de qualquer lugar - resolvemos pegar um taxi com preço fixo ($270,00 pesos). Por mais que fosse caro achamos melhor pois, além de ser de noite, o nosso hotel ficava bem longe do aeroporto – descemos em Ezeiza que fica afastado da cidade.

Escolhemos ficar no microcentro de Buenos Aires, no Hotel Tritone. Além de ser uma boa localização tínhamos boas indicações sobre o hotel, que realmente é bom – para os alérgicos, o piso do quarto é de madeira!


Depois de horas de viagem, chegamos com fome e, por isso, após nos instalarmos saímos para comer. Era quase meia noite e como não conhecíamos nada pedimos uma ajudinha no hotel para saber onde tinha algo próximo aberto; nos garantiram que nas ruas ao lado encontraríamos grande variedade de restaurantes. Realmente tinham muitos restaurantes abertos e cheios. Fomos em um à duas quadras do hotel, que tinha um cardápio bem variado. 

Optamos por uma pizza, mas confesso que ficamos meio decepcionados: o queijo deles nem sempre vem derretido, por isso, escolha as pizzas básicas. Para duas pessoas a conta deus cerca de $120,00 pesos, incluindo a gorjeta.

Segundo Dia

Saímos do hotel por volta de 9:30 da manha em direção à Feira de San Telmo, uma feirinha de antiguidades bem famosa. O passeio é legal, mas não difere muito da feira Benedito Calixto que tem todos os sábados em São Paulo


Em seguida seguimos a pé até a La Bambonera, estádio do Boca Juniors, um dos maiores times do futebol argentino. Fizemos a visita guiada, que dura cerca de uma hora e vale a pena se você quiser conhecer todo o estádio – o museu do time é de acesso livre. Conhecendo a história do estádio deu para entender porque é tão complicado ganhar um jogo ali.

Continuando o nosso primeiro dia de passeio, seguimos a pé até o Caminito – aquele bairro característico de casinhas coloridas - tiramos algumas fotos – bem turísticas - e fomos procurar um lugar para comer. Infelizmente não nos lembramos do nome do restaurante mas comemos pela primeira vez um Bife de Chorizo, acompanhados de fritas , e um tempero regional (Chimichurri) – foi a melhor carne que comemos por lá.


Depois de comer pegamos um taxi e fomos para Galerias Pacifico, um shopping feito em um tradicional prédio argentino, localizado perto do nosso hotel. Com uma boa volta na galeria é possível ver todas as lojas e a construção do lugar. Finalizamos o passeio tomando um sorvete no Freddo, uma típica sorveteria dos hermanos.

De noite fomos para o Hard Rock Café, que fica no Buenos Aires Design. Tivemos alguma dificuldade para nos comunicar com o taxista dessa vez; ele não compreendia o nome do restaurante – em inglês -, tivemos que explicar bem até que ele compreendesse onde queríamos ir. O ambiente é agradável, mas igual a qualquer outro Hard Rock. 

O atendimento, porém, não foi dos melhores, salvo pela simpatia da garçonete. Para comer ficamos com o carro chefe da casa: hambúrguer. A comida estava excelente. 

A conta foi paga em real pois a cotação estava 3/1 (três pessos argentinos significavam um real nosso), umas das melhores. Na saída passamos na loja do próprio restaurante e compramos dois casacos de moletom e uma baqueta. Fizemos a compra em dólar, que estava cotado 7,50/1.

Terceiro Dia

Saímos por volta das 10hs da manhã em direção a Plaza de Mayo e Casa Rosada. Mais uma vez fomos a pé, dessa vez pela Rua Florida, uma rua central de comércio pelo bairro que estávamos hospedados. Passamos por várias lojas, fazendo com que a caminhada durasse mais um menos uma hora, mas valeu a pena, foi um passeio gostoso! Esticamos a caminhada por mais duas quadras e chegamos ao Café Tortoni, tradicional café de Buenos Aires. Não entramos achamos a decoração super clássica e sabíamos que o preço das coisas lá era bem elevado.


Pegamos, então, um taxi em direção a galeria Bond Street, na Avenida Santa Fé: uma grande furada!
Na internet vimos muita gente falando que era uma galeria moderna com algumas lojas de design, mas não passa de uma Galeria do Rock (São Paulo) reduzida – com bem menos coisas.
Aproveitamos que estávamos na Santa Fé – rua conhecida pelo comércio - para dar uma volta. Só fizemos compras na loja da Nike, onde fizemos a melhor cotação da viagem, tanto para o real quanto para o dólar – real: 3,5/1 e; dólar 8,5/1. 

De lá pegamos um taxi e fomos almoçar no La Cabrera, sua fama, realmente, não deixa a desejar!
Ficamos com o menu estilo executivo, que estava incluso uma entrada o prato principal, uma sobremesa e uma taça de vinho com água ou um refrigerante por menos $100,00 pesos. Além de toda essa comida, o garçom percebeu que éramos turistas e trouxe uns agrados típicos do restaurante para nossa mesa.

Depois do almoço pegamos mais um taxi, dessa vez em direção ao Museu Malba. Tivemos o azar de ver somente o acervo fixo do local – que conta com o quadro original Abaporu, da Tarsila do Amaral -, pois o espaço para exposições estava em reforma.
Para os amantes de artes em geral, vale a visita à livraria do museu, que conta com excelentes livros sobre os assuntos!


Mesmo estando no inverno resolvemos passar pelo Jardim Japonês, onde tivemos que pagar 24 pesos por cabeça. Devido a época do ano, não há nada demais no parque, mas podemos perceber que ele é muito bem cuidado!

Saindo de lá, pegamos o último taxi do dia e voltamos para perto do hotel, onde procuramos lojas de jaquetas de couro, existem várias galerias na Rua Florida que vendem peças de couro com preços em torno de 350 pessos – queríamos achar uma loja específica que tinham nos indicado e por isso não compramos nada nesse dia.

Resolvemos jantar próximo ao hotel e fomos no Mostarza, uma lanchonete na Rua Florida, que tinham nos indicado. O estilo dela lembra bastante o Mc Donald’s – que por sinal é bem mais caro na Argentina do que aqui no Brasil. Tivemos um jantar gostoso; o lanche estava bem quente: tinha sido feito na hora. Fique atento ao tamanho real dos lanches: as fotos do cardápio enganam o tamanho, eles são muito menores do que parecem!

Quarto Dia

O cronograma planejado no início da viagem não foi seguido a risco, conseguimos adiantar muitos passeios. Porém, mesmo assim, não conseguimos fazer o passeio de barco até Colônia de Sacramento, no Uruguai;quem sabe numa próxima! Mas já que conseguimos adiantar muitas coisas o nosso dia começou mais tarde, perto das 11:00 da manhã.

Saímos a pé com destino ao teatro Cólon, no meio do caminho passamos na agencia Savarin Turismo, na Rua Florida 250 para fechar o passeio até o Zôo Lujan - zoológico que fica fora da Buenos Aires que consta com um grande diferencial: ter contato direto com grandes animais como tigres, leões e elefantes, por exemplo. Pagamos $ 330,00 pesos por pessoa, ou R$ 210,00 reais para os dois incluindo o ônibus com o translado (hotel-zôo e zôo-hotel) e as entradas no zoológico.


Voltando ao passeio do dia, assim que chegamos ao Teatro Cólon vimos que havia a opção de uma visita monitorada em português. Por mais que fosse um valor salgado, resolvemos pagar $ 110,00 pesos por pessoa. Para amantes das artes e da música como eu, vale muito a pena o passeio! Além de conhecer toda a história do teatro conseguimos ver um pedaço de um ensaio de ballet, perfeito para conhecer a eficácia dessa obra prima pra que não tem tempo (e/ou dinheiro) de apreciar um espetáculo inteiro no local! 
 
Na hora do almoço, pedimos uma sugestão no hotel e fomos comer no El Palácio delas Papas Fritas - que por sinal, era um restaurante que desde pequena minha namorada ouvia falar, pois sua bizavó, sempre que ia á Buenos Aires fazia pelo menos uma refeição no local. Restaurante tradicional, com preço acessível e batatas fritas que fazem jus ao nome, tão boas que são! 

Após um almoço generoso, fomos as compras! Passamos pela Todomoda, Galerias Pacifico, Havanna e uma loja de jaquetas de couro, chamada Fenix - aquela que estávamos procurando desde o início da viagem!-, que fica na rua Florida 681 e tem ótimos preços. Foi um passeio super agradável! 

Como almoçamos tarde e não estávamos com tanta fome, resolvemos comer algo mais leve. Optamos por uma comida típica: empanadas argentinas! Super fácil de achar, em qualquer esquina você encontra um restaurante com várias opções de sabores para experimentar!

Quinto Dia

Como combinado com a agência de turismo ficamos esperando o ônibus, na recepção do hotel, no horário combinado (entre 9hs e 9:30). Pegamos o ônibus dentro do horário e fomos passando pelos demais hotéis da cidade, até pegar todo mundo que tinha fechado o pacote.

Chegamos ao Zôo perto das 11hs da manhã. Por questões de segurança a maioria dos animais tem horários de visitação, como os ursos. Antes mesmo de sairmos do ônibus a guia que nos acompanhou durante o passeio explicou como funciona a entrada nas jaulas juntos dos animas. Sempre seguindo as orientações tanto da guia como do pessoal do zôo conseguimos entrar em quase todas as jaulas, menos a dos Leões, que começaram a ficar agitados e por questão de segurança anteciparam o fim das visitas.


Com certeza, o passeio valeu a pena, experiência única que repetiria sem medo! Como estava incluso no preço do pacote do Zôo, na volta passamos pela Basílica de Lujan, apenas para tirar foto, nada mais do que 20 min e voltamos para o hotel.

Para encerrar a última noite de viagem fomos, jantar no Puerto Madeiro, no restaurante Happening. Comida muito boa e bem servida com um preço um pouco mais elevado, porém, como os pratos eram grandes acabamos dividindo um prato. O restaurante fica próximo a Ponte de la Mujer, realizada pelo arquiteto Calatrava, primeira obra do arquiteto na América Latina. Vale uma caminhada pós jantar, para fazer uma digestão e aproveitar a vista dessa nova área da cidade!


Depois de um dia cheio, agradável e gostoso, estamos de volta ao hotel para arrumar as malas e partir de volta a São Paulo no dia seguinte!

Sexto e Ultimo Dia

O nosso vôo de volta estava marcado para o fim do dia e, por isso, deixamos as malas na recepção do hotel e fomos dar mais uma voltinha nas redondezas do hotel. No fim do passeio voltamos no El Palácio delas Papas Fritas para o último almoço.
Depois pegamos as nossas malas e seguimos para o aeroporto - dessa vez pedimos a indicação de um taxista no hotel.


Chegamos super cedo em Ezeiza e ficamos horas esperando até conseguir despachar as malas, enquanto esperávamos resolvemos sentar numa lanchonete e tomar alguma coisa, como o dinheiro foi super contado pagar a última conta foi hilário. Perguntamos se aceitava dólar e por sorte sim, então fizemos as contas e pagamos com uma nota de $ 1,00 dólares e $20 pesos, saímos rapidinho para a garçonete não nos matar e ficamos vendo a reação dela de longe! Enfim despachamos as malas e entramos no tão famoso free shop de lá, onde fizemos algumas comprinhas, encerrando a viagem!