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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Por Onde Fui - Viajando pela Nova Zelândia - Por Julio Payão

E temos mais um Por Onde Fui! Agora com Julio Payão contando sua passagem pela Nova Zelândia, este país tão longe e belo,que nós do Por Onde Vamos até citamos no Episódio 11 de nosso videocast. Mas curtam a história dele que é muito bacana!

Por Julio Payão

Viajando pela Nova Zelândia

Bom, vou falar um pouco da viagem que fiz para a Nova Zelândia. Após muitas desventuras como retirada de passaporte emergencial e embarque cancelado por falta de visto de trânsito para a Austrália, pude desfrutar de um país considerado como um dos mais belos em paisagens naturais.

O porquê da Nova Zelândia? Primeiramente, por ser o principal palco de filmagem de o Senhor dos Anéis, segundo, por ser um local que proporciona um intenso contato com a natureza e terceiro, por ter um amigo morando lá com transporte e acomodação disponíveis, reduzindo consideravelmente os custos.

Há duas opções de voo para lá. Uma através do Chile (TAM e LAN) e outra mais longa pela Ásia (Emirates). Como um economista e pão duro assumido, optei pela opção mais barata, porém beeem mais longa, tendo que passar por Dubai, Bangkok, Sydney e, finalmente, Christchurch, na ilha sul do país e ponto de partida.

Mary Jane pronta para cair na estrada
Para a viagem contávamos com o poderio da nossa querida Mary Jane, uma Honda Odyssey 1995, automática, 4x4 e equipada com uma confortável cama, fogão a gás e utensílios domésticos.
Como disse, partimos de Christchurch, uma cidade que em 2011 foi duramente castigada por um terremoto. A cidade é um enorme canteiro de obras, com edifícios inteiros condenados. A previsão do governo é que as obras durem mais 10 anos.

De Christchurch, partimos para o sul, contornando a ilha até chegarmos em Milford Sounds. Pelo caminho passamos por cidades como Dunedin, que possui a rua mais íngreme do mundo, segundo o Guinness Book. Fizemos uma brincadeira, colocando a câmera no mesmo nível da rua. 
Já pensou em morar em uma casa assim?

Ou se exercitar, correndo nessa ladeira?
Todo o caminho é uma atração. Você pode perceber que o país é muito mais habitado por ovelhas do que por pessoas. Outra cidade muito bonita que passamos foi a simpática e hospitaleira Timaru, que conta com uma praia muito bonita.

Após 4 dias e inúmeras micro cidades chegamos no destino tão esperado: Milford Sounds. Um fiorde magnífico, com uma infinidade de cachoeiras originadas pela água de degelo que desce do topo das montanhas. Há um passeio de barco que precisa ser agendado com um dia de antecedência. Além disso a estrada é bastante perigosa e inóspita. O último ponto com sinal de telefone e posto de combustível é em Te Anau, distante 150 km de Milford. Apesar da distância, a experiência é magnífica: Você poderá tomar água pura e gelada diretamente dos rios durante todo o caminho, passar por túneis que atravessam as montanhas além das paisagens exuberantes e assustadoras, que mostram toda a força da natureza.



Após a passagem por Milford, seguimos rumo ao norte, passando por Fox Glacier e Franz Joseph, até chegarmos ao Parque Nacional. Em Fox Glacier, nossa intenção era adentrar uma das mais famosas geleiras do país. Entretanto, devido ao aquecimento global, a geleira se tornou bastante perigosa e o único acesso até o centro dela é através de helicóptero, um passeio muito caro e que abdicamos de fazer.

Mas nosso destino principal era o Parque Nacional, onde realizamos a Tongariro Crossing, classificada entre as 10 melhores “day treks” do mundo. Nesta caminhada de 18,5km e 8 horas de duração, tive o prazer de passar por três vulcões, inclusive o Mt Ngauruhoe (mais conhecido como Monte Doom em Senhor dos Anéis). O caminho é deslumbrante, você sente calor, frio glacial, encara o sol escaldante, neve, chuva de granizo, paisagens vulcânicas, verdes. Sem dúvida, a experiência mais incrível que tive em minha vida até agora.


Após a caminhada, repouso em um hostel localizado na própria vila do Parque Nacional. O rumo agora seria Queenstown, capital nacional de esportes radicais e um grande reduto brasileiro. O caminho até lá, magnífico como sempre, cruzando dezenas de reservas naturais, você pode a qualquer momento encontrar uma cachoeira, um penhasco, uma pequena trilha e ovelhas, muitas ovelhas.




Após Queenstown, partimos para a ilha Norte, onde estão Wellington e Auckland, capital e centro financeiro do país. A ilha norte possui muitas belezas naturais também, mas é em Wellington e Auckland que a vida noturna é mais agitada e cheia de brasileiros. Em ambas as cidades você encontra museus muito bacanas, ótimos pubs e é claro, opções de passeios radicais na natureza. Em Auckland, a famosa Sky Tower.



Infelizmente, não conseguimos cumprir todo o roteiro planejado para a ilha norte por falta de tempo. Mas há ainda praias magníficas em Coromandel (onde foi gravado o filme As Crônicas de Nárnia), Cape Ringa e o parque de Abel Tazman, em Nelson na Ilha Sul. Após Auckland, dirigimos de volta para Christchurch onde passei os meus últimos 3 dias na companhia de amigos brasileiros. Espero realmente retornar um dia, não apenas para revisitar as paisagens que conheci mas também para conhecer os lugares que não pude visitar. Para quem busca tranquilidade, calma, tempo e inspiração para pensar e colocar as ideias em dia, vale muito a pena. Mais fotos e dúvidas, me procurem que responderei e mostrarei tudo com o maior prazer.