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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Por Onde Fui - Passeando Pela Grécia - Por Thiago Crocco

E no Por Onde Fui de hoje temos novamente o Thiago Crocco mas agora contando sua passagem pela incrível Grécia(se você não se lembra, veja o post dele sobre Malta).

Por Thiago Crocco

Passeando Pela Grécia:

Bandeira da Grécia - Por Thiago Crocco

Minha paixão por esse país foi por acaso. Anos atrás trabalhei para uma empresa aérea europeia (Lufthansa) e me senti na obrigação de aprender, pelo menos, o básico da língua alemã. Quando marquei minhas férias, decidi unir lazer e um curso rápido de Alemão. Até então a Grécia não estava nos planos e a ideia era conhecer a ilha de Malta, mas na época duas coisas me fizeram desistir de Malta: a necessidade de visto e a moeda local cara, a libra Maltesa. O país ainda não era membro da União Europeia e o valor era próximo ao da Libra Esterlina. Desisti! Um amigo sugeriu a Grécia. Confesso que não me animei muito, mas decidi ir. Vamos ver o que me espera, pensei.

Atenas

Parthenon - Por Thiago Crocco
Não existem voos diretos do Brasil para a Grécia. Há muitos anos, nos tempos áureos da aviação, havia um voo semanal São Paulo - Atenas. Hoje o acesso se dá pela maioria dos aeroportos europeus ou cruzeiros marítimos.

Como toda cidade grande, Atenas, à primeira vista, não me causou impacto, ainda mais morando em São Paulo, aquilo era "fichinha" se comparada a capital paulista. Trânsito, poluição, muvuca, tudo o que uma cidade grande "tem para você".


O grande suspiro aconteceu aos pés da Acrópoles de onde se vê o famoso monumento erguido no século V a.C. em homenagem à Deusa Atena, o Parthenon. Em frente a grande construção percebi o quão jovem é o Brasil, apenas 514 anos.

Parthenon - Por Thiago Crocco
Particularmente me considero um peregrino e não um turista. Por que? Talvez muitos se identifiquem comigo. Gosto de viver a cultura local, comer como um local, explorar locais desconhecidos e pouco explorados pela grande massa. Gosto de sair do circuito que as agências costumam vender, além de conhecer lugares fantásticos é possível pagar um preço mais justo.

A dica que passo sobre Atenas é de uma estadia de 2-3 dias. O bairro que fiquei chama-se Monastiraki próximo a estação de metrô que leva o mesmo nome. O bairro possui uma infinidade de lojas de souvenir, restaurantes, artistas de rua. Da praça central é possível ver o Parthenon no alto da Acrópole.
É possível alcançar a famosa Praça Syntagma à pé. Palco das manifestações populares contra as medidas de austeridade do governo grego. O interessante é assistir a troca de guardas que acontece todos os dias, a cada hora. A cerimônia completa, com trajes oficiais, é realizada todos os domingos, às 11h00.

Dica 1: Gastronomia

Não deixem de degustar o famoso churrasco grego. Hey!!! Não torça o nariz! De nada tem a ver com o famoso "churrasquinho grego" vendido em SP. O verdadeiro churrasco grego é feito com lascas de carne de carneiro ou frango, molho tsaziki (à base de iogurte, pepino, alho e hortelã), batatas fritas, tomate e cebola num pão pita (igual ao pão árabe). Uma opção barata para aqueles que, como eu, preferem uma refeição rápida no almoço já que passará o resto da tarde explorando a cidade. Refeição longa deixo para o jantar.

Churrasco Grego
Dica 2: Como chegar nas ilhas?

Ferry Boat - Por Thiago Crocco
Existem duas maneiras, navio ou avião. Se você tem tempo, aconselho um Ferry Boat. Esse também terá duas opções, os de velocidade normal e os catamarãs. Os preços variam, pois o catamarã é mais rápido que o regular. De qualquer maneira a experiência nos dois é fantástica, a começar pela entrada no navio. Eles atracam "de ré" e uma grande rampa desce, onde entram carros, caminhões, motos, scooters e passageiros. Meu estilo peregrino de viajar faz com que eu leve malas tipo "backpack" mas como em toda situação existe o pró e o contra:


Pró: Praticidade para carregar.
Contra: Limite de espaço, não cabe muita coisa.

Nesse caso ela é prática para carregar. Ao entrar no navio você será responsável por acomodar sua bagagem.
Popa do Ferry Boat - Por Thiago Crocco
A segunda experiência é apreciar a vista do deck exterior do navio, lá é possível vislumbrar o azul do Mar Egeu, vendo o rastro que o navio deixa no mar. É nesse momento que você se dá conta que está entrando no clima das "ilhas gregas".

Normalmente os "ferries" saem bem cedo do Porto de Piraeus (Lê-se Piréus). Então fique atento ao check-out do hotel.

Curiosidade: Se for pegar um táxi não se assuste se o motorista parar e pegar outros passageiro. Isso faz parte da cultura local. A pessoa faz sinal, o motorista para e dependendo do seu destino, se for no trajeto ele aceitará a pessoa. Se tiver traslado HOTEL - PORTO, tranquilo.

Dica 3: Qual ilha visitar e qual a melhor época?

É uma pergunta difícil de responder. A Grécia possui centenas de ilhas,cada uma com sua particularidade, beleza, arquitetura e para todos os gostos.

Santorini é uma das mais famosas e visitadas. A chegada já impressiona. Há milhões de anos uma erupção vulcânica deu origem a ilha, que deve o seu nome a Santa Irene, nome pelo qual os venezianos a denominavam. Era anteriormente conhecida por Kallístē (em grego clássico: Καλλίστη, "a mais bela"), Strongýlē (Στρογγύλη), "a circular") ou Tera (Θήρα), nome que ainda hoje ostenta em grego.

Praia de Perissa- Por Thiago Crocco
Sou suspeito em falar de Santorini já que foi a primeira ilha visitada e motivo de paixão pela Grécia. Fotos mostram a beleza, mas a essência do lugar só "ao vivo e à cores".

As praias de Santorini são estranhas aos olhos dos brasileiros, elas não são de areia branca. São de rocha vulcânica. Esqueça vendedores ambulantes, tiozinho do queijo-coalho e a barraca de raspadinha. Algumas possuem uma estrutura montada com um restaurante próximo, guarda-sol e espreguiçadeira, que é alugada por um preço fixo e é possível passar o dia todo. Mesmo não tendo praias de areia branca, em alguns pontos da ilha é possível fazer snorkeling ou simplesmente visualizar a geologia vulcânica marinha.
Reprodução - Thiago Crocco
Reprodução - Thiago Crocco
 A falta de "praias paradisíacas" em Santorini será compensada com a vista da Caldeira. De Thira (capital) ou Oia (lê-se ía) é possível ver o mar a uma altura de mais de 200m. As construções desafiam a arquitetura.

Reprodução - Thiago Crocco
Os hotéis com vista para Caldeira são mais caros.

A dica é ficar hospedado em Thira, Firosteni, Imerovigli ou Oia, curtir a ilha durante o dia, seja praia ou exploração. Ficar hospedado num desses lugares, percorrer o centro a pé é bem interessante já que existem inúmeros restaurantes e lojas de souviniers.





Reprodução - Thiago Crocco
Reprodução - Thiago Crocco
Se você busca praias de areia branca, águas transparentes, Mykonos é uma das centenas de opção. A ilha é tão ou mais conhecida como Santorini. Conhecida suas baladas e um enorme público LGBT, sua arquitetura, como o restante da Grécia, é formada por casinhas brancas, janelas azuis e ruas estreitas.

A melhor época para visitar a ilha é no verão europeu (Julho a Setembro), também período de férias na Europa. Aconselho a primeira metade de Julho ou Setembro.

Reprodução - Thiago Crocco

Reprodução - Thiago Crocco
Poderia escrever páginas e páginas sobre a Grécia, mas vou concluir o post com as seguintes dicas:

1 - Por mais atrativo que possa ser um "Cruzeiro pelas ilhas Gregas" evite-o. Além de ser muito rápido, ele limitará seu passeio a algumas horas, privando vocês das maravilhas escondidas e dos locais menos turísticos e, consequentemente, mais baratos. O cruzeiro te proporcionará regalias como piscina, jacuzzi, serviços de camareira e balada em alto mar, mas não proporcionará a experiência local. Pesquise o tamanho da ilha que pretende visitar, 2 a 3 dias normalmente é o suficiente (Salvo a Ilha de Creta) . Você conhecerá as paisagens, a gastronomia, a vida local. Os cruzeiros normalmente passam de ilha em ilha muito rapidamente. Eles te deixam no porto para que gaste algumas horas. Você é obrigado a comer, comprar alguns souviniers e voltar correndo para o navio. Isso apenas para que no final da viagem você pense... "Visitei as ilhas gregas"... Não se engane!

2 - Viajar por conta ou por agência de viagens? Se você é uma pessoa insegura com assuntos tecnológicos e não domina o idioma inglês o suficiente para preencher um cadastro pela internet, sugiro consultar uma agência. Você terá as passagens, roteiros tudo em mãos e pagará um pouco mais caro por isso. Para as ilhas gregas o interessante de algumas pousadas é a simplicidade e rapidez de contato via e-mail. Não há necessidade preencher longos cadastros e muitas vezes nem é necessário apresentar o cartão de crédito. Para os que pensam em Santorini aconselho o Santorini Villa. É uma pousada familiar, bem localizada e com um preço ótimo.

3 - Leve sua carteira de habilitação! Ela é válida na Grécia. Na(s) ilha(s) alugue um carro/moto mesmo algumas ilhas tendo um sistema de transporte público você não chegará nos lugares mais remotos e fantásticos...
Reprodução - Thiago Crocco
4 - Adaptadores para carregar celular, laptop, câmera, etc.

5 – Assistir ao pôr-do-sol em Oia é algo IMPERDÍVEL
Reprodução - Thiago Crocco
Sites com mais dicas úteis:

www.guiagrecia.com.br (site do brasileiro que mais conhece a Grécia)

http://www.umabrasileiranagrecia.com/ (brasileira que mora na Grécia)