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quarta-feira, 4 de março de 2015

Por Onde Fui - Dubai e a Mania de Grandeza - Por Vanessa Prata

E no Por Onde Fui de hoje vamos viajar até o meio do deserto e conhecer a famosa Dubai! Vanessa Prata que já escreveu para nós sobre a Etiópia, conheceu este belíssimo lugar e contou sua experiência para nós! Envie seu texto você também!

Dubai e a Mania de Grandeza

Por Vanessa Prata

Nesse emirado, tudo é superlativo e feito para impressionar!

O prédio mais alto do mundo, o prédio “torcido” mais alto do mundo, o hotel mais luxuoso do mundo, o maior shopping center do mundo (e o projeto já pronto para construir outro maior ainda), um dos maiores aquários do mundo, uma das maiores ilhas artificiais do mundo, em formato de palmeira... Tudo em Dubai é assim, quase sempre o maior (não necessariamente o melhor). Ostentação é a palavra-chave desse emirado, e a sensação em algumas regiões é de estar num filme futurista, só faltam os carros voadores...

Vista da Marina, com o prédio “torcido” mais alto do mundo, com 80 andares
Ah, claro, considere ainda que o país oficial (Emirados Árabes Unidos, formado por sete emirados, dos quais Dubai é o mais famoso) só tem 43 anos, e que quase tudo foi construído nas últimas quatro décadas, em cima de um deserto.

Fotografia panorâmica da cidade de Dubai
Mas, enfim, como eu fui parar em Dubai? Considerando que a passagem é bastante cara, assim como o custo de vida, só tive a oportunidade de visitar o local porque um amigo está morando lá, expatriado por uma multinacional. Tendo hospedagem garantida, tudo fica mais fácil, né? (Obrigada de novo, Valdir!). Dessa forma, pude passar Natal e Ano Novo com ele e mais um casal de amigos.


O passeio imperdível, embora bastante caro (cerca de 85 reais), é subir no observatório do Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo atualmente, com 828 metros de altura e mais de 160 andares (o observatório é no 124º). Dá uma olhadinha na vista! E dá até para “brincar de Lego”.

O cartão-postal de Dubai é o hotel Burj Al Arab (Burj significa torre em árabe), o primeiro 7 estrelas do mundo (segundo eles próprios, já que oficialmente não existe tal classificação acima das 5 estrelas). Para entrar, só com reserva no restaurante ou para o chá da tarde, que custa nada menos que 280 reais! Claro que eu não fui... Mas dá para ver o hotel por fora do shopping Madinat Jumeirah, que por si só já vale a visita.



E para quem gosta de shopping, Dubai é um prato cheio... O Dubai Mall é o maior do mundo, com 1.200 lojas e um aquário dentro dele. O Mall of the Emirates não fica muito atrás, com mais de 700 lojas e uma pista de esqui! Tem ainda o Ibn Batutta Mall, em que cada uma das seis partes do shopping tem a arquitetura e decoração inspiradas numa região visitada pelo explorador árabe que dá nome ao centro comercial (Andaluzia, Tunísia, Egito, Pérsia, Índia e China).


Saindo das construções feitas pelo homem, Dubai tem tanto praia como deserto, com camelos nos dois. Para turista tirar foto, claro. Para chegar ao deserto, geralmente é necessário contratar um tour com agências locais, bem caro também (cerca de 230 reais), e é um esquema meio “CVC”, dezenas de 4x4 levando turistas ao mesmo local no mesmo horário. Meio “mico”, mas vale a pena conhecer o deserto.


Imperdível ainda é o mercado de especiarias (e tecidos), onde os vendedores falam um pouco de quase todas as línguas para conquistar os clientes, e encontra-se uma variedade enorme de temperos, chocolates, frutas secas... E até que os preços não são absurdos para os padrões locais, mas a ordem é pechinchar sempre, e muito! Qualquer coisa pode ser comprada por até metade do valor inicial ou menos!

Abu Dhabi e Sharjah

Já que você está em Dubai, vale a pena conhecer outros dois emirados, Abu Dhabi e Sharjah. No primeiro, o destaque é a mesquita Sheikh Zayed, toda de mármore, ocupando uma área de 22.412 m². Para entrar, as mulheres, mesmo estrangeiras, devem cobrir a cabeça com um lenço ou cachecol (que foi o meu caso, na falta de um véu). A boa notícia é que a entrada é gratuita!



Já Sharjah é um emirado mais “pobre” que os dois primeiros, mas considerado a capital cultural do país, com um museu de arte bem interessante (Sharjah Art Museum) e o Sharjah Heritage Museum, sobre a cultura e as tradições locais, entre outras opções.

Entardecer em Sharjah
Para saber mais:

· A moeda local é o dirham, equivalente a cerca de 70 centavos de real.

· Embora a língua oficial seja árabe, em todos os lugares se fala inglês, devido à quantidade de estrangeiros que moram no país (estima-se 80% da população).

· Nos lugares públicos, dê preferência a roupas “comportadas”, nada de regatas ou minissaia.
Destaque para o aviso em forma de vestido na parte superior
· Comida não é um problema, há restaurantes típicos de diversos países do mundo, até um “Boteko Brasil”, com pão de queijo e coxinha.

· No inverno, a temperatura média é de 23° a 14° (à noite), já no verão fica perto dos 40°, mas pode chegar aos 50°!