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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Assistimos Mad Max: Estrada da Fúria, Explosões e Muito Sadismo!

O Por Onde Vamos foi ao cinema esta semana para conferir a estreia de Mad Max: Estrada da Fúria e é com muita nostalgia nas costas que começamos nossa crítica! Após mais de 30 anos do lançamento do primeiro filme da franquia, temos George Miller novamente na direção, trazendo tudo o que há de melhor de efeitos visuais na atualidade, mas em perder a essência louca e sádica de Mad Max.

Max e seu Interceptor logo no começo do filme
Temos um apreço pelos detalhes impressionantes em toda a produção, especialmente pelos carros utilizados, que foram preparados por muito tempo para que pudessem refletir fielmente como seria um universo Steampunk no qual os veículos sobrevivem de peças e pedaços de outros carros, Desta maneira, o espectador sente-se parte daquele ambiente hostil no qual a vida é extremamente dominada por facções de esteriótipos.

O sadismo e fanatismo religioso é evidente em todo o filme
Os cenários do filme foram rodados na Austrália, devido a familiaridade com o ambiente proposto pelo filme, basicamente árido e sem vida porém com uma fotografia tão bem pensada e executada, que faz com que pensemos se nosso mundo não pode se transformar naquele mundo caótico e estéril.

Os cenários são de encher os olhos, com uma fotografia espetacular
Um ponto fortíssimo de Mad Max: Estrada da Fúria são as alucinantes cenas de ação, com muitas explosões, destruição e pedaços de carros voando para todos os lados. Fica bem claro que não há nenhum senso de conservação, apenas selvageria e muito sadismo. A junção de bom cenário, carros extremamente condizentes com a realidade fez com que grudássemos nas cadeiras algumas vezes durante as cenas.

Explosões, destruição e muitos pedaços de carros são ótimos elementos em Mad Max: Estrada da Fúria
O vilão por si só não tem nenhum atrativo em especial, é extremamente doido, caricato e um ditador cruel. Temos nele colocado um aspecto divino, como se ele possuísse o poder de enviar os eleitos ao paraíso assim como a imortalidade. Mas o que é importante de ver é como as facções controlam uma maioria miserável, faminta e principalmente sedenta, temos aqui uma clara crítica social, nem precisamos elucubrar mais haha!

O horripilante Immortan Joe, o vilão de Mad Max: Estrada da Fúria
A escolha de Tom Hardy para o papel de Max foi acertada, mas é extremamente necessário relembrar de que ele não é Mel Gibson e nem tenta ser, pois Gibson tem um carisma único e marcou todos os seus filmes por esta linha sádica e bizarra. Hardy se mostra muito capaz e age mais vezes como herói do que como anti-herói, que é o que Max realmente é, o que não incomodou em nada em momento algum. 

Tom Hardy não inventou moda e nem copiou Mel Gibson, ponto para ele como Max
Charlize Theron como Imperatriz Furiosa acreditamos ser o destaque do filme, uma personagem feminina forte, convicta e que cria uma boa empatia com o público, mostrando um lado que não sabíamos que existia da atriz. 

Não vimos nenhum problema grave de escolha de personagens, acreditamos que todos serviram a um propósito, ou seja, não houve personagens muito largados e sem sentido, ponto bem positivo.

Charlize Theron como Imperatriz Furiosa, mandando muito bem no pepel, e que estilo nesse braço hein?

Nossas considerações finais são de que Mad Max: Estrada da Fúria não tenta ser uma cópia dos clássicos filmes que se iniciaram no fim dos anos 70, tentando ser um novo começo, com uma boa história de perseguição, com excelentes cenas de ação e com personagens muito bem construídos. Não estamos dizendo que o filme é fantástico e maravilhoso, ou mesmo um merecedor de Oscar de melhor roteiro. mas dentro do que ele se propõe é um ótimo filme, não será desperdício de ingresso. Eu (Pedro) não coloquei fé nenhuma que seria bom e fui surpreendido positivamente, sendo um filme que me fez pensar, com cenas que me relembram por sua construção e boa trama.

Personagens relevantes e nada rasos levam ao espectador a se importarem com sua sobrevivência
Assistimos o filme em 3D e na sala XD do Cinemark (não é jabá), o que tornou-se uma experiencia muito boa pelo 3D realmente fazer diferença e não somente uma legenda destacada da cena. 

Deixamos nossas notas para Mad Max: Estrada da Fúria:

Pedro: 8,0 - Boa fotografia, universo muito bem construído,cenas de ação intensas e bons personagens

Catarina: 7,0 - Efeitos especiais excelentes porém achou a história fraca

Média: 7,5

E você, o que achou do filme?