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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Por Onde Fui - Nossa Experiência de 4 dias no Costão do Santinho - Por Marina Nakamura

No Por Onde Vamos de hoje temos Marina Duprat Nakamura contando como foi sua experiencia de lua de mel no Costão do Santinho. Mande o seu também.

Por Marina Duprat Nakamura

Nossa Experiência de 4 dias no Costão do Santinho

Descrevendo o Costão

Após nosso casamento dia 14 de dezembro de 2014, ganhamos a tão sonhada lua de mel. Uma inesquecível viagem para o Resort Costão do Santinho, e podemos dizer que foi uma experiência maravilhosa por tudo aquilo que um resort cinco estrelas elegido em 2013 como um dos melhores resorts do Brasil todo pela sétima vez.

Como tentar contar as várias facetas que apresenta esse resort? Muito bem, começaremos pelas primeiras impressões que tive do hotel enquanto negócio. Podemos dizer que o empreendimento no lado norte da Ilha de Florianópolis, no Estado de Santa Catarina, mostra-se como um negócio extremamente responsável com o meio ambiente quando os monitores, ao passearem pela praia, recolhiam os plásticos deixados por turistas inclusive na área que não pertence ao hotel, além de outras medidas como a economia de água nos banheiros e, até mesmo cuidar de alguns trechos do Museu Arqueológico Ar-livre Costão do Santinho, tanto na área do próprio resort que guarda a marca principal quanto na ponta da praia dos Ingleses, onde a encosta guarda as valiosas oficinas líticas de aproximadamente 5 anos atrás ou até mesmo um lugar perto da recepção, onde é possível a observação de corujas.

Isso tudo sem contar com os vários serviços oferecidos: 8 opções de trilhas com seus monitores, recreação para jovens e crianças, 5 refeições e bebidas nos sistemas “all vip inclusive” (ou seja, comidas, bebidas e bebidas do frigobar tudo incluso) quando disponibilizam 5 restaurantes, um bar na área social, 2 bares na piscina com drinks maravilhosos feitos pelas mãos de bartendes super-experientes, bar de lanches que funcionam até às 2h da manhã.


Nossa chegada, o primeiro dia

Terei o imenso prazer de contar nossa experiência que começou ao pisarmos no Aeroporto de Congonhas onde fizemos o check-in pela TAM, em um voo marcado às 21h horas e que duraria 1 hora até pousar no Bairro Aeroporto, localizado no sul da Ilha de Floripa.

Ah... Floripa, ilha da Magia! Ao descermos já era noite, por volta de 23 horas e em nossa chegada podíamos ver as luzes da cidade. Apesar de nosso pacote oferecer transfer, tivemos que procurar um motorista da van para nos levar de viagem para o resort, que demoraria 1h30, então chegamos meia noite e meia. Com sorte conseguimos pegar a lanchonete aberta e, com muita fome, sentamos na praça das piscinas, comemos uns hot-dogs, tomamos umas sopas e umas bebidas que peguei no bar Carijós que também fecha às duas da manhã. Confesso que pedi 2 espumantes para iniciar a lua de mel e depois andamos pelo hotel que estava completamente enfeitado para o natal, nas vilas que lembram o estilo açoriano e nos remetem à colonização portuguesa com uma arquitetura moderna, cheia de luzes de LED, até os coqueiros da praia do Santinho estavam decorados com luzes e as piscinas brilhavam na cor azul.

A fim de registrar nossa entrada no Costão, pedimos uma van, sim transporte interno, afinal tudo lá é bem longe e nós já estávamos completamente cansados por causa da festa de casamento.

A entrada do resort é magnífica, existe uma fonte em formato circular com letras garrafais “COSTÃO DO SANTINHO” atrás de vários coqueiros enormes, todos enfeitados com as luzes de natal, assim, como a própria recepção com um pinheiro enorme na frente e vários presentes, deu a impressão de que eles já estavam prontos para as festas de natal. Assim fizemos aquela primeira típica foto que todo turista tira quando chega ao Costão do Santinho.

Cansados e com alguma noção do que é o Costão, pedimos a van de novo para onde nós estávamos hospedados, a vila 5, que é bem próximo da região das piscinas e distante da ala internacional. Encerramos nosso primeiro dia em uma cama bem macia do hotel e com o ar condicionado ligado, estava extremamente quente.

Segundo dia

Perdemos o café da manhã, pois acordamos às 10h por termos chegado tão tarde ao Resort.Estávamos completamente perdidos, pois o complexo é enorme e decidimos então começar pela ALA INTERNACIONAL. Nesta ala existe aquela suíte especial ou leia-se PRESIDENCIAL, ala mais nobre em que se hospedam os mais endinheirados e artistas que se hospedam no Costão. Vimos aquela piscina externa de água fria, cujo bar fica dentro da água. Ouvi de outros hóspedes que havia um verdadeiro bar molhado com vista para a praia e um horizonte sem fim. Onde, como diria meu bom marido “Tomaríamos uns belos e bons drinks” sem pagar por eles, afinal estava tudo incluso na diária.

Seguimos para tomar nosso café da manhã no bar dos petiscos da ala internacional, onde comemos aqueles salgados de festa, nuggets, um Buffet com todos os frios possíveis para se fazer um lanche, réchaud de fritas, de hambúrgueres, de salsichas, batata palha, todos os molhos de lanche e um Buffet com sorvete e vários tipos de bebidas, inclusive o clássico café com leite.

Ficamos na piscina tomando drinks, mais uma vez eu pedi espumante e meu marido pina colada e coquetéis de fruta até umas duas horas quando saímos em direção ao Restaurante Santinho Grill para comer churrasco e para quem bebe igual a mim, tomar chopps bem gelados de frente da praia do Santinho! Ai que delícia, só de lembrar já me dá saudades.

Esse restaurante possui um Buffet com sobremesas, saladas, arroz, vinagrete e todas as comidas que acompanham um churrasco e bem lá no fundo duas grelhas e 6 réchauds com pelo menos 15 tipos de carne. A soma de paraíso, comilança, calor, sol, tempo firme resume a minha lua de mel perfeita!

Meu marido estava seco para comer frutos do mar, mas não pudemos ir ao Restaurante Rancho do Pescador que fica do lado do restaurante que almoçamos, porque não estava incluído na diária, vai ficar para a próxima.

De barriga cheia, voltamos à Ala Internacional pela areia da praia do santinho rumo às encostas da ponta da praia onde está localizado o Museu com a marca do resort esculpida na pedra há 5 mil anos. 

Já o visual da encosta é de tirar o fôlego, o mar, o resort visto de cima e a praia do Santinho com o morro dos ingleses, é uma paisagem em tanto. O local é tão romântico que vimos até um casal fazendo ensaio fotográfico nas pedras ao fundo do vai e vem das ondas do mar que batiam incansavelmente nas pedras do Costão. O caminho é feito de madeira que se apoia nas pedras e as pedras onde se encontra as inscrições rupestres recebe uma cobertura especial como proteção.

Com sol a pino, deu muito calor, seguimos para a piscina das cascatas para massagear nossas costas. Começou a esfriar, finalizamos a tarde na piscina de água quente da Ala Internacional, ficamos lá uma meia hora e seguimos para deitar nas espreguiçadeiras que dão de frente para o mar e nos deleitamos com o por do sol na praia do Santinho.

Por termos almoçado tarde, esticamos até as piscinas aquecidas da área social das Vilas onde, na minha opinião, é melhor que a piscina aquecida da Ala Internacional onde ficamos uma hora e meia, pois conta com 3 jacuzzis e cascata, todas de água quente.

Tivemos que voar para o quarto, tomar um banho, pois o restaurante Nossa Senhora das Ondas fechava por volta das 22h30, onde chegamos faltando uma hora para fechar. Lá tinha uma estação de grelhados, buffets divididos em massas, algumas receitas com frutos do mar, Buffet de petiscos, de pratos quentes e sobremesa. 

O jantar foi divino, só pratos e sobremesas bem elaborados pelos Chefs, tudo do bom e do melhor. Fiquei muito impressionada com os serviços. Você acha que depois disso ainda fomos dormir? Nada disso, mesmo cansados, pegamos a van até a recepção do hotel em busca de um lugar para comprar um novo cartão de memória, pois o nosso estava cheio, mas como tudo já estava fechado, andamos perto da recepção passando pela vila das corujas, onde pudemos ver uma coruja buraqueira caçando e ouvir uma cantando lá no alto do morro das vilas.

Terceiro dia - área de Vilas, praia, piscina e caminhada número 4

Acordamos 6h30 da manhã para a caminhada, mas até ficarmos prontos chegamos por volta das 7h da manhã no restaurante das ondas que estava quase vazio, do jeito que gosto, com tudo fresquinho, então decidimos conhecer melhor a ala de Vilas e fazer a trilha do dia.

Na praça das piscinas, ficamos aguardando pelos monitores. Durante a espera, olhamos a academia, o restaurante das crianças, o árcade, as informações sobre o hotel.

A caminhada que escolhemos de número 4 é uma das melhores. Primeiro porque ela te dá uma visão geral sobre a região onde o hotel está localizado, segundo porque contempla não apenas a área do Santinho, mas também o morro dos ingleses, praia dos ingleses e as dunas. Sim, dunas, não é só o nordeste, Floripa também tem dunas! Para quem vai pela primeira vez como o meu marido, recomendo altamente fazer essa trilha. 

No caminho vimos os monitores com seus gritos de guerra levando as crianças em direção à praia para caminhada leve e jogos dando descanso para seus pais. Que engraçadinhos!

Ao chegarmos na areia e ao olharmos onde as ondas beijam a costa, ficamos surpresos com a quantidade de águas-vivas que as correntezas do sul deixavam ali tostando no sol durante o dia todo até morrer. 

O guia nos explicou que as águas-vivas que não possuem tentáculos roxos não queimam, já aquelas que têm queimam e doem demais. Além delas, vimos outras coisas interessantes como ovo de arraias ou tubarão, e também de gaivotas. Lá onde tem a arrebentação, vários surfistas pegavam ondas, eu particularmente não gosto de entrar na praia do Santinho, pois o mar é bravo, porém curti demais olhar os surfistas em cima das ondas.

Chegando à encosta oposta ao hotel, uma área íngreme, cheia de bromélias e no chão, observa-se várias pedras lascadas que eram as oficinas líticas ou oficina onde os homens de 5 mil anos atrás produziam armas e instrumentos para esculpir os desenhos nas pedras. O guia ainda nos informou que é possível encontrar várias inscrições como essa em todas as encostas dos morros dos ingleses e do morro ao lado do hotel. Demos sorte de pegar a maré baixa e fizemos um caminho que sobe um pouco pela encosta, nesse local tivemos uma vista maravilhosa do hotel, do mar e da praia. De repente, fomos convidados pelo guia para vermos uma pintura rupestre em formato de ampulheta, ele nos explicou que esse símbolo representa a união do homem e da mulher.

Adiante, o guia nos mostroumais inscrições rupestres e um lugar onde antigamente havia a figura de um santo que originou o nome Costão do Santinho onde os pescadores faziam suas orações. A igreja católica, por sua vez, implicou com a retirada da imagem que ficou perdida no espaço e no tempo e até hoje ninguém sabe onde essa pedra com a inscrição rupestre foi parar.

Voltamos dando a volta no morro em direção às dunas, onde tinha até uma fonte de água potável. Paramos em um mirante onde dava para ver o morro dos ingleses, a saída das dunas para a praia, as dunas, o Morro das Aranhas, o resort e a praia dos Ingleses. É uma vista muito linda!

Prosseguindo com a caminhada passamos pelo meio de dunas altas, onde pudemos avistar mais corujas buraqueiras . Começamos a subir as dunas sob um calor infernal escutando o bom humor do meu marido “me sinto no Agreste!” até que começou a descida pelo meio da mata atlântica em meio a uma trilha de folhas secas, onde morri de medo de escorregar, mas foi bem gostoso sentir a diferença de temperatura. Que fresquinho que era caminhar no meio da floresta!

Por fim, a trilha terminou na Marina do Costão, de onde partem os barcos da praia dos ingleses, mas que também é um museu onde podemos encontrar as pedras que vieram em um Galeão Espanhol que naufragou há 500 anos.

Então, caro leitor, você deve pensar: a praia poderia se chamar “Praia dos Espanhóis”? Sim, mas infelizmente 250 anos depois, naufragou o Barco dos Ingleses e os moradores passaram a relacionar o fato à praia.

Saindo da Marina para direita, na encosta da praia dos Ingleses, existe um deck que leva a uma gruta onde os pescadores fazem suas orações, a um Cristo, a mais oficinas líticas e com um visual da praia dos Ingleses e à saída das dunas. Lá valeu a pena para molhar os pulsos e o rosto no mar para aliviar o calor e sentar um pouco, pois a caminhada não foi fácil.

Seguindo pela praia, foi bom observar vários barcos dos pescadores, logo chegamos à entrada das dunas que dão acesso à praia do Santinho e o guia nos perguntou sobre quem queria ir de van e quem queria ir pelas dunas.

Meu marido queria ir de van, mas eu não o deixei ir, pois era sua primeira vez em Florianópolis e se fosse perderia a oportunidade de conhecer as dunas.

Assim fomos pelas dunas, que loucura, estava um sol e um calor que nem fator 50 segurou as nossas peles branquinhas. Caminhar por lá foi incrível, pois vimos muitas plantas minúsculas como uma orquídea e uma planta carnívora que usa resina para prender e comer os insetos, também um arrastão usado por pescadores. 

Além dessas vegetações diferentes, caminhar na areia fofa deu bastante trabalho, na hora não percebemos, pois na volta saindo das dunas a praia do Santinho e todo aquele cenário descrito na ida nos entreteu. Quando chegamos para almoçar, nossas canelas estavam doloridas, sentimos bem isso quando sentamos no restaurante Nossa Senhora das Ondas para almoçar.

Almoçar lá foi bem gostoso, mais uma vez uma sessão de Buffet, estação de grelhados e bebida à vontade. A essa hora, queriamos poder comer mais, com tanta comida exposta era difícil comer, só de olhar já dava uma saciedade.

Após o almoço, curtimos a praia, o marido entrou na água e eu joguei um pouco de futebol com uns hóspedes do hotel. Aproveitamos melhor a piscina gelada e as quentes da área das Villas e a recreação que perguntava o peso da vassoura de Harry Potter, brincadeira que nos alertava para um jogo sobre filmes que iria acontecer de noite.

Damos conta do nosso planejamento do Costão, ainda bem que tínhamos marcado a reserva na Tratoria para às 21h30, assim conseguiríamos jantar e ver a brincadeira com os monitores. 

Mais uma vez tivemos que correr no banho, mas que maratona! Sorte que o restaurante era perto de onde estávamos hospedados, saímos do apartamento faltando 15 minutos para a hora que havíamos reservado e mesmo assim chegamos a tempo!

Ah... O Jantar na tratoria di mari, que beleza! Tinha rodízio de pizza, Buffet de petiscos, de sobremesa e uma estação com 3 tipos de massas e 8 tipos de molho para escolher. Esse jantar foi chique demais minha gente!

Saí com o marido pela ala de villas que beiravam a praia onde tinha cadeiras para se sentar e observá-la. Romântico demais, escuro e com uns holofotes em direção ao presépio e umas esculturas que simulam as inscrições rupestres, uma meia luz perfeita para namorar ou um verdadeiro convite à reflexão.

Ficamos um tempão ali só admirando a paisagem noturna onde meu marido se emocionou com a metade da lua de mel que havíamos passado, ele já estava tão acostumado com a correria do casamento e até mesmo com os preparativos da lua de mel. 

Vencidos pelo cansaço, caminharíamos pela última vez rumo à nossa querida Vila 5 para dormir o sono dos justos.

Quarto e ultimo dia- As Vilas e nosso regresso a São Paulo

Esse aqui foi mais um dos 4 dias de maratona pelo Santinho, talvez o pior, perder tempo arrumando malas (detesto)!!! Deixamos tudo no jeito para tomar café da manhã na Ala Internacional, assim na volta depois de tomar banho conseguiríamos fechar as malas definitivamente para pegar o transfer até o aeroporto.

Tínhamos 40 min para comer e pegar o último espumante, último coquetel e último sorvete, mais 15 min de banho, fechar as malas definitivamente, passar pela vistoria de quarto para ver se não esquecemos nada e ligar na recepção para pedir transporte e fechar as contas.

A van chegou mais uma vez na Vila, o funcionário nos ajudou com as malas e chegamos à recepção. Adeus Villa 5!

Regressar ao aeroporto no Bairro Aeroporto foi outro passeio à parte, vimos a praia dos Ingleses, a praia de Canasvieiras que são as praias mais calmas de Floripa, pelo visto terei que voltar, pois adoro praia de águas tranquilas porque dá para nadar melhor.

Nossa volta foi de dia, deu para ver as praias, as casas e do nosso lado viajou um comandante de aeronave bem simpático que voaria no dia seguinte para Argentina, Rosário. Tomamos suco e refrigerante e quanto menos percebemos chegamos a São Paulo onde meus pais nos levariam de volta para nossa casa. Que pena que acabou a lua de mel, mas é muito bom estar no nosso doce lar novamente.