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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Assistimos O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos, ou deveria ser O Hobbit: Píter Jéquiço e Seus Elfos?

O Por Onde Vamos foi ao cinema esta semana para conferir o desfecho final da trilogia O Hobbit, inciada por "Uma Jornada Inesperada", seguida por "A Desolação de Smaug" e culminando em "A Batalha dos Cinco Exércitos.
As nossas expectativas sobre o filme podem ser encontradas neste post. Avisaremos quando houver spoilers para não estragar a experiencia de quem não viu ainda né?

Bom, seguindo a sinopse do filme temos que no capitulo final teremos a derrota do dragão Smaug, que foge da montanha de Erebor no segundo filme e voa em direção a Cidade do Lago. Em seguida teremos o desenrolar da trama em relação aos espólios da montanha solitária que esta sobre a ganância da companhia dos anões (Mais especificamente Thorin Escudo de Carvalho).
A partir dai temos nosso plano de fundo para começar nossa critica. Então prepare-se que agora vai rolar spoilers até o final!



Começa aqui os spoilers do filme:

Indo do começo temos o dragão Smaug arrasando a cidade do lago com suas chamas, logo ai vemos um problema, esse dragão não tem reload? São por volta de 10 minutos de fogo consecutivo, que tornam a cena um inferno de chamas, digamos, cansativa.

Temos nesta bagunça toda o mestre da cidade fugindo com toda sua riqueza, acaba por ser enforcado por uma corda jogada por Bard (Luke Evans) que tentava fugir da prisão, porém acaba morrendo mesmo pela queda do dragão em cima de seu barco (jura mesmo que era necessário isso senhor "Piter Jéquiço?).

Acerca da morte de Smaug, que é morto por Bard por uma flecha negra, temos a cena no mínimo absurda dele matar o dragão usando um arco comum, o filho como apoio e um projetil de uma balestra! O efeito comparativo seria de utilizar uma bala de canhão em uma espingarda, foi desnecessário, mas tudo bem vai, essa passa.

Temos um personagem na história que foi propositalmente colocado para ser o alivio cômico, Alfrid, o "Grima" do mestre da cidade, pois vemos uma clara referência ao conselheiro maléfico do Rei Theoden de O Senhor dos Anéis. Na minha opinião, houve momentos engraçados e descontraídos, mas em momento nenhum ficou claro se o personagem iria passar por uma redenção ou trairia Bard, o que aconteceu foi que ele saiu da história fugido e de maneira bem infantil.

Bom, tendo a derrota de Smaug, os exércitos do necromante liderados por Azog e Bolg se preparam para atacar Erebor e tomar a montanha. A partir deste momento vemos o quanto "Piter Jéquiço" gosta dos elfos, porque já não bastava inserir o Legolas (Orlando Bloom) e Tauriel (Evangeline Lilly) que não existem na obra original de Tolkien, ele deu destaque exagerado para Thranduil e todas as habilidades impressionantes dele e de seu exército.


Vemos cenas de ação muito desnecessárias de Legolas, ao maior estilo "surf no escudo" como em "As Duas Torres", porém chegando ao ponto dos espectadores tirarem sarro e fazerem piadas de quão forçado fora. São momentos do filme que são para descontrair, entendemos isso, mas pelo amor de deus, pilotar um morcego, um troll das montanhas e construir uma ponte com uma torre e escalar pedras em queda livre simulando uma escada foi demais para nossa concepção.


Ainda não podemos esquecer que Gandalf (Ian McKellen) estava preso na fortaleza de Dol Guldur, onde o necromante (conhecido também por Sauron) estava. Esta passagem do filme é interessante pois vemos, Saruman (Christopher Lee), Galadriel (Cate Blanchett) e Elrond (Hugo Weaving) lutando ao maior estilo Star Wars contra as forças das sombras. Culminando na expulsão do espirito de Sauron. Os fãs gostando ou não achamos esta cena interessante pois vimos Galadriel liberar todo seu poder e salvando Gandalf.

Resumindo boa parte do filme, temos muita guerra, muitos orcs e muitos exércitos, com a chegada do primo de Thorin ao campo de batalha. Cabeças rolam e tudo mais, mas Thorin não permite à Companhia entrar na batalha, pois esta cego pela ganância.

Mas e o Bilbo? Não esquecemos dele não, porém vimos ele sendo um mero coadjuvante, um personagem com momentos pontuais e em certo ponto desinteressantes. Não acho que seja falha de Martin Freeman, mas acho que a única trama de Bilbo o filme inteiro foi de ter escondido a Pedra de Arken. Uma pena, pois esperava que Bilbo tivesse momentos mais importantes no filme.


Nos desenrolares finais, temos a morte de Fili e Kili, assim como de Thorin que "se sacrifica" para matar Azog. Neste ponto vale dizer que foi uma luta bem infantil, pois Thorin só não ganhou porque morre no livro, pois chance não faltou para eliminar o vilão Orc.

Fim dos Spoilers

Temos no capitulo final de O Hobbit, um filme bom, apesar das críticas que fizemos, pois temos um nível de comparação muito alto quando olhamos para O Senhor dos Anéis. Nossa sensação ao sair do cinema foi "Nossa, foi bacana, mas não é O Senhor dos Anéis", vimos que em toda trilogia faltou essência, faltou conteúdo útil na trama. 


É necessário entender que o livro O Hobbit é uma fabula voltada para um público infanto-juvenil que necessitou de ser adapta para Hollywood, tanto em questões comerciais quanto em questão de andamento da trama.

Acreditamos que "Piter Jéquiço" quis colocar todas as referências que conseguiu para que o espectador pense "olha é uma sequência para O Senhor dos Anéis". Isto é divertido e interessante, mas acredito que não deveria ser o foco do filme, ele deveria se sustentar por si só e não ser um dependente de seu predecessor, isto claro, no caso de cinema, pois sabemos que é uma óbvia continuação, o que queremos dizer é que não precisava ser tão evidente essa conexão.


Finalizando, em geral gostamos de O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos, não será um filme que lembraremos como épico, o que marcou nossas vidas, mas para se assistir quando não tem nada para fazer esta de bom tamanho. Vale ressaltar que a qualidade dos efeitos especiais é muito boa, mas preferiria algumas cenas mais tradicionais e com menos computação gráfica, o que tornaria o filme mais real. Recomendamos que assista em 3D e em HFR (em alta frequência) pois a experiencia foi muito boa.

Notas:
Pedro: 6,0 (só porque é Tolkien, e Tolkien é fod*)
Catarina: 7,0 (porque o filme tem muita mentira)
Média: 6,5

De qualquer maneira assistam que tempo perdido pelo menos não será!